Decisão do TSE e Lollapalooza viram tema de discussão entre vereadores em sessão da CMM

Giovanna Marinho online@acritica.com

Tema foi trazido pelo vereador Marcel Alexandre, que aprovou a decisão do TSE. Já Sassá da Construção Civil foi contra a decisão e se posicionou a favor do artistas que fizeram manifestações contra Bolsonaro.

Sem pauta para votação e com o plenário mais vazio na Câmara Municipal de Manaus (CMM), as manifestações públicas contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) e em favor do ex-presidente Lula (PT) durante o festival Lolapalooza foram destaque na fala de vereadores nesta segunda-feira (28). O vereador Sassá da Construção Civil (PT) pediu para que Marcel Alexandre (PL) pedisse desculpas a acusações contra líder do Partido dos Trabalhadores.

Quem começou o discurso contrário as declarações dos artistas foi o vereador Marcel Alexandre que falou sobre a visibilidade do festival, principalmente, entre os mais jovens. Pastor da igreja da Restauração, o parlamentar concordou com a decisão do ministro, Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proibiu manifestos em apoio à candidatos, após a cantora Pablo Vittar subir ao palco com uma bandeira do ex-presidente Lula.

“A que se propõe o festival LolaPaluzza quando ele se propõe ao festival ‘LulaPaluzza’ e o festival que está influenciando a nossa sociedade, que está mandando recadinhos políticos, taxando A, B ou C, desaprovando A, B  ou C, precisa saber se é legítimo e se é isso que a nossa sociedade”, disse Marcel.

“Eu não sei como vamos lidar com as nossas sociedade que estamos tomando ladrões em verdadeiros inocentes. Roubou tanto e não tem os dez dedos das mãos se tivesse, os dez dedos o volume como não seria”, completou o vereador.

No fim da sessão o vereador Sassá da Construção Civil (PT) rebateu as falas do colega em desfavor de Lula, argumentando que o ex-presidente foi inocentado em todas as instâncias. Por isso, conforme Sassá, o vereador Marcel Alexandre deveria lhe pedir desculpas, uma vez que o caso já foi julgado pela Justiça. O petista ainda defendeu as manifestações públicas de apoio ao ex-presidente com o argumento de que do lado bolsonarista sempre houve apoio público dos apoiadores.

“Admiro que no passado as pessoas botavam a foto de um presidente da rua e podiam hoje um artista não pode fazer essa homenagem. Estamos em um país livre. O Sérgio moro fez aquela molecagem que ele fez contra o supremo contra todo mundo. Hoje o Sérgio Moro é bandido do pessoal do Bolsonaro, hoje não presta para nada. O que eu me admiro que aquela cantora [Pablo Vittar], que eu tenho respeito, foi fazer homenagem para o Lula e o Bolsonaro foi na Justiça. Isso é preconceito. No passado podia e hoje não pode? No passado podia ir para rua com a foto do genocida no peito, agora não pode?”, disse o vereador.

A justiça é para todos. O Supremo julgou o senhor Luis Inácio Lula da Silva como inocente. O senhor deve pedir desculpas para mim como líder do Partido dos Trabalhadores [na CMM]”, completou Sassá. Ao contrário do que o vereador afirmou, Lula não foi “inocentado” das acusações feitas a ele na Justiça, mas teve as acusações anuladas.

Polêmica entre TSE e Lollapalooza

A determinação do ministro do TSE, Raul Araújo, ocorreu após o Partido Liberal (PL), sigla do presidente Jair Bolsonaro, entrar com uma ação citando posicionamento de artistas no evento como propaganda eleitoral antecipada. Na argumentação, o magistrado disse ter considerado as manifestações dos artistas como “propaganda eleitoral irregular”.

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